Indianos Enfrentam Proibição de Criptomoedas e Mantêm Investimentos

Indianos Enfrentam Proibição de Criptomoedas e Mantêm Investimentos

Um mês após o Banco Central da Índia proibir os bancos de fornecer serviços a qualquer um que lida com criptomoedas, os volumes negociados voltaram aos níveis anteriores. Segundo a Reuter, o volume voltou a 75 milhões de dólares por dia, conforme dados da Coindelta.

A razão desse aumento de comércio de moedas criptografadas tão drástico se deu pelo fato de que os bancos teriam três meses para encerrar suas relações com os operadores de criptografia.

Em decorrência disso, relatam operadores de câmbio, investidores e analistas que as pessoas estão correndo para aproveitar esse tempo dado pelo Reserve Bank of India (Banco Central indiano) aos bancos para cortar os laços com os traders e bolsas de criptomoedas.

O fato é que os preços do Bitcoin na Índia estão de volta a 618 mil rúpias (9.270 dólares), recuperando-se de um mínimo de 350 mil rúpias após o anúncio do banco central no início de abril.

Shivam Thakral, executivo-chefe da exchange BuyUcoin, resumiu a situação à Reuters: “Novos investidores estão chegando às nossas bolsas, enquanto os já existentes estão recuperando o interesse após a queda porque estão obtendo bom valor e estão ganhando dinheiro à medida que os preços das moedas criptografadas se elevam”.

Investidores de varejo, por outro lado, acreditam que “a maior parte das negociações deve migrar para redes peer-to-peer ou aplicativos sociais como o Telegram” após o período de três meses.

Tiro pela culatra
O governo da Índia tomou uma posição dura contra o uso de moedas virtuais, temendo que elas pudessem ser usadas para financiar atividades ilegais. O ministro das Finanças do país disse em fevereiro que deveriam ser proibidas como sistema de pagamento.

Muitos investidores, entretanto, esperam que o governo amoleça o golpe do banco central, regulando as moedas criptografadas em vez de bani-las completamente.

“Há um sentimento positivo na indústria de que o governo não proibirá o comércio de moedas criptografadas, e mesmo que os canais bancários formais não possam ser usados, as pessoas podem migrar para plataformas de negociação criptografadas”, afirmou Thakral.

A surpreendente ordem do Banco Central foi contestada na Justiça por não ter base legal, uma vez que os criptos não são ilegais na Índia.

Os proponentes argumentam, assim, que o banco não pode impedir o desempenho de uma atividade legal sem uma lei do parlamento.

Isso pode ter levantado esperanças de que o governo retorne, mas a natureza global dos criptos significa que qualquer ação do banco central não terá grande efeito sobre os preços de criptografia, criando assim um fascínio magnético, especialmente durante as corridas de alta.

“Ao contrário da moeda fiduciária, os preços das moedas virtuais são baseados nas crenças e aspirações das pessoas. A visão de longo prazo para nós e para as pessoas que estão investindo agora é que as criptomoedas estão aqui para ficar”, relata Takral.

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